Causas do ronco e a anatomia
Se você ronca, uma coisa é certa: você não está sozinho. Estudos indicam
que metade da população adulta ronca. Mas o que
realmente é o ronco? Nada mais é do que o barulho causado pela vibração da
garganta quando respiramos dormindo. Ao dormir nosso corpo relaxa, assim como a
musculatura da garganta e da língua, que acaba caindo na garganta e fechando a
passagem do ar. O ar tentando passar nessa garganta estreita causa uma
vibração, que é o ronco. Então vemos que o local onde o ronco acontece é longe
no nariz, na verdade na garganta. Por isso muitas pessoas acabam operando e
mexendo no nariz para tratar o ronco, sem sucesso...
O ronco tende a piorar com o aumento da idade e do peso. A perpetuação do ronco colabora para aumento da flacidez da musculatura e, consequentemente, do próprio ronco, que pode evoluir para apneia.
Um fato interessante é que o ronco atinge duas vítimas, o roncador e seu acompanhante, que frequentemente reclama que não consegue dormir com o barulho e cutuca o parceiro de cama. Em casos graves, os casais passam até mesmo a dormir em cama separadas por causa do barulho do ronco, desgastando o relacionamento por causa de uma doença que tem tratamento. Por outro lado, é crescente o fato das pessoas morarem sozinhas, ainda mais em grandes cidades como a nossa. Sem ter alguém que reclame, por vezes o barulho do ronco ou as paradas respiratórias passam despercebidas, levando anos até o diagnóstico. A pessoa passa a aumentar medicações para hipertensão (pressão alta), obesidade, asma e bronquite, insônia com tarja preta, porém a solução para o controle dessas doenças pode estar no ronco e apneia do sono. Onde o diagnóstico exato se dá pela polissonografia, que pode ser feita na casa do paciente.
O ronco além de ser um barulho chato, pode vir junto com a famosa Apneia do Sono, e está relacionada a problemas de saúde que nem imaginamos. Sabemos ainda de outras alterações recentemente descobertas pela medicina do sono que são pioradas pela apneia: disfunção erétil, ganho de peso, arritmias, asma, diabetes e câncer. A própria menopausa também tem relação com apneia. Dificuldade de concentração e esquecimento são sintomas comuns da nossa cidade. Após muita investigação, meses e até anos, o médico finalmente pede o exame de polissonografia domiciliar e chega ao diagnóstico de apneia obstrutiva do sono, iniciando o tratamento. Nesse hora vemos a melhora de forma nítida. Mais disposição, concentração e vitalidade, melhor controle das doenças prévias, redução das medicações.
Uma boa notícia: o ronco tem tratamento. Após a polissonografia, o médico do sono especialista fará o tratamento adequado para cada caso, não tem receita de bolo, mas tem controle. Quer saber mais sobre o mundo do sono: uma dica é o site www.hsono.com, confira!